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Operadoras de planos de saúde têm prejuízo de R$ 3,4 bilhões no acumulado do ano

As operadoras de planos de saúde registraram, no acumulado dos nove primeiros meses deste ano, um prejuízo de R$ 3,4 bilhões contra um lucro de R$ 2 bilhões no mesmo período do ano passado, de acordo com dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Considerando o resultado operacional — ou seja, sem o benefício da receita financeira, cujos ganhos somaram R$ 7,2 bilhões — a perda no acumulado do ano chega a R$ 10,9 bilhões, sendo que, entre janeiro e setembro de 2021, o setor havia apurado um resultado operacional positivo de R$ 600 milhões.

Para efeitos de comparação, antes da pandemia, no acumulado dos nove primeiros meses de 2019, o resultado líquido do setor de planos de saúde somou R$ 8,5 bilhões.

A taxa de sinistralidade (indicador que mensura o uso do convênio médico) no setor atingiu 93,2% no terceiro trimestre deste ano, um incremento de 3,55 pontos percentuais. Considerando a média acumulada no ano, o indicador ficou em 90,3%. Em 2019, antes da pandemia, a taxa de sinistralidade foi de 86,77%.

“Esses números mostram que praticamente 90% do arrecadado com os planos é gasto com assistência à saúde”, disse Jorge Aquino, diretor de normas e habilitação das operadoras da ANS.

Ainda de acordo com a agência, ao retirar os efeitos da inflação (IPCA), há uma queda de 3% na receita das operadoras e de 2% nas despesas assistenciais no último trimestre, apesar do aumento do número de beneficiários. O setor atingiu em setembro 50,1 milhões de planos de saúde — marca que não era atingida desde meados de 2015 — e 30,5 milhões de planos odontológicos. “A comparação da receita de planos e despesas assistenciais reforça os movimentos de estagnação da receita e sugere mudança dos beneficiários para planos mais baratos desde o quarto trimestre de 2021”, destaca comunicado da ANS.

Já o mercado de plano odontológico apurou um resultado líquido de R$ 450 milhões entre janeiro e setembro, o que representa um aumento de 19,3% em relação a igual período de 2021.

A taxa média de sinistralidade média no acumulado do período foi de 41,82%, queda de 1,3 ponto percentual quando comparado há um ano. Os indicadores estão abaixo do período pré-pandemia.

Fonte: Valor econômico. Leia matéria completa.

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